quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Três pontos finais.

Olho para ti, e tudo o que consigo suspeitar é mágoa.
Todos estes militares cheios de pão nos bolsos, não procuram mais que oportunidades. Oportunidades arquitectadas, ou simplesmente oportunidades de imprevistos. Dão o corpo ao manifesto por seis ou sete focos neste palco que nada mais é que uma rua de carniceiros sem lares.
Toda a tentação tornou-se qualquer coisa sensabor patrocinada pela maior empresa que é o mundo. Eu podia avaliar o porquê de todo e qualquer alinhamento dos flyers e cartazes, e o mais que me impinge em tonalidades fabris, mal abro os olhos ao acordar. Mas sou apenas eu. E mais que isso não posso ser.
Suspeito-te a plenitude da mágoa. Por detrás de tanta certeza em alucínio, não te dás ao luxo de ter sujo o espelho da porta do armário, como toda a gente que não prevê o falhanço.
Queria poder passar-te a mão pelo rosto, e fazer-te ter toda e a total certeza de que nunca te perdeste e mostrar-te ainda e finalmente o meu abraço...
Mas quando olho para ti do caos da minha casa, a tua mágoa é traiçoeiramente ofuscada pelo brilho do espelho da porta do meu armário.

1 comentário:

daniela gomes disse...

é sempre bom saber que alguém me lê.

odeio-te profundamente criança crescida