sábado, 11 de dezembro de 2010

Daltonismo

Rastejas calma e dissimuladamente através das ervas daninhas. E mesmo que já secas, sorves em ti também a seiva que as abrilhantava de verdura e fluidez.
Envelheces com elas. Acinzentas com a pedra. Monopolizas em todo e qualquer chão. E voltas à verdura da tenra relva, de igual em igual. Em.
Tal e qual o estado vegetativo aos olhos de quem passa e não te vê.

És falaz por eminência.
E da inteireza por onde passas e paras, cumpres elegantemente com fraudulência.
Sem completar ou compor, não erras. Simulas cumplicidade com semelhança.
Um dia passo, olho, e fazes-me vacilar... Pôr até em causa a autenticidade da aproximação. Que decerto questionável, validará com a mesma eficácia o tacto..., que rapidamente usarei, fazendo da cor, forma.

E então?
Achas que ceda, ou tu contrastes?
Achas que algum de nós fuja, camaleão?

3 comentários:

Frida disse...

Muito bom, como sempre. ;)

blackbird disse...

Thanks :)

João Ricardo disse...

Da interpretação que faço deste texto (admitindo outras...) diria que, simplificando, se procurasse no dicionário a palavra político gostava de lá encontrar este texto como explicação conceptual! :)